sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Duas coisas e uma outra coisa


Coisa 1: Conversa de Pai para Filha:

Tudo começa na sexta-feira (da semana passada), às 22h30. Eu levanto da cama (desabei quando cheguei do trabalho). Não tem aula. Não tem ensaio. Vou pra cozinha. Todos já jantaram. E meu pai está lá, com uma lata de cerveja na mão. Uma conversa se inicia:

- Ô filha, quanto mais bem um jornalista ganha, mais ele corre risco de vida né?

Eu, sem muita empolgação e morrendo de preguiça de fazer qualquer coisa, faço cara de: ‘!?’

- É, eu tava vendo na TV, aqueles jornalistas que viajam, vão fazer matéria no exterior, eles ganham bem e tal, em compensação recebem todo tipo de ameaça e passam um monte de coisa ruim...

- Pai, eu num já falei que jornalista é o profissional que menos se aposenta?

- Por quê?

- Geralmente não dá tempo...

- Ah é? Ele morre antes né!?!

- É pai, eu já estudei sobre isso, jornalista é o profissional liberal que morre mais cedo...

-
Filha, vamo mudá de profissão? Ainda dá tempo... Por que tu não faz direito? Tu ia ajudar as pessoas do mesmo jeito e ainda poderia escrever. Pára com esse negócio, tu já aprendeu o que tinha pra aprender, tu já sabe escrever... Sabe que ainda dá tempo de mudar né??

Coisa 2: Conversa de msn num domingo antes do início das aulas:

GiselleXL diz:
vai pra aula amanham?
Chaves diz:
se eu melhorar acho que vou
GiselleXL diz:
Hum... acho q vou faltar a semana tda
Chaves diz:
Vixe, pq?
GiselleXL diz:
sei lá, to sem vontade
Chaves diz:
huehueheue
Chaves diz:
tu ein... qm diria kkkkkkk
Chaves diz:
pois eu to a fim de ir, minhas noites são tão monótonas sem aula ... kkkkkkk
GiselleXL diz:
qeria ser assim
Chaves diz:
heehuehue
Chaves diz:
é a saudade de vcs, do povo da sala, e dos profs... e vai ter gente nova ne? novo período
GiselleXL diz:
eu queria ser assim tbm ... kkkkkkkkkkkk
Chaves diz:
daí sempre dá aquele gotinho de novidade ... ehehhehe
GiselleXL diz:
to brincando, tbm to com saudade e to ansiosa pra ver o q teremos de novo...
GiselleXL diz:
mas será q vai ter aula mesmo?
Chaves diz:
Vai, parece que a greve furou, num vai ter mais
GiselleXL diz:
ai q droga
Chaves diz:
é o que muita gente me disse, muita gente mesmo
Chaves diz:
tu queria, é? kkkkkkkk
GiselleXL diz:
queria, pra ter mais tempo pra escrever, pra namorar, pra ensaiar com a minha banda!!!
GiselleXL diz:
pra viver e ser feliz!!!
GiselleXL diz:
ahuahuahuahuaha

A outra coisa: algumas observações:

De fato, as aulas tiveram início. Agora, eu tô no 5º período. Teoricamente, devo me sentir 50% jornalista, afinal, já passei da metade do curso. Na primeira semana (essa q passou), perdi apenas uma aula. E me empolguei. Leandro tem razão quando fala nas pessoas novas. A novidade, realmente, anima. Inclusive quando a novidade é voltar a ter aulas nas manhãs de sábado... (essa última frase é totalmente irônica, pode ter certeza!!!). Portanto, saiba que neste sábado, enquanto você estiver fazendo qualquer coisa que seja, eu estarei no mundo encantado da ufaclândia, estudando pra ser jornalista - e pra receber ameaças e morrer cedo. =)

sábado, 22 de setembro de 2007

Bonito (AM)

Queria escrever um texto bonito. Porque foi exatamente assim a minha viagem à terra dos Manaós. Eu não pisava lá há sete anos. Verdade, muita coisa mudou. A família está maior e mais ‘forte’ (é que a família é da pesada mesmo, não é à toa que eu até me senti mais à vontade...).

Fios brancos, mais pele no rosto, e a alegria que sempre esteve presente. Porque família é família pra sempre. Uns fazem lanche; outros fazem simulados na escola; outros cuidam de flores; outros jogam bola na beira da piscina e outros acampam (e foi nessa vibe qeu entrei).

Vi prima que não via há uns 14 anos... Hoje ela é mãe, professora de história e artes e um dia desses utilizou alguns dos meus 'zines' em sala de aula. Legal né? É claro que tem sempre aquela história: “nossa, como cresceu essa menina... Essa é a Giselle? Nossa, eu to ficando velho(a) mesmo...” Ah, mas eu também tive essa sensação quando vi os mais novos...

Mas enfim, revisto todos os familiares e depois de sentir o clima de velhice no ar, fui me aventurar em coisas inéditas na minha vida (há, eu gosto de falar isso, dá um ar de mistério... hohoho).

Primeiro, fui num show de rock lá no Porão do Alemão (a banda era uma cover do Guns), e ‘meu deus du céu’, era um ‘esfrega-esfrega’ danado, o local era até espaçoso, mas tava lotaaaaaaaaado, tipo a Excalibur aos domingos (eu acho...).

Depois de muita energia gasta, fui recuperá-la (só na ilusão) na estrada, a caminho de Presidente Figueiredo. Acampei por duas noites. Tomei banho de cachoeira, de igarapé, dormi em colchonete, tomei banho à noite, à luz de velas, debaixo de um céu estrelado lindo (que despejou um pé-d’água muito doido na primeira noite).

Por dois dias eu acordei me sentindo dentro de uma estufa, ao som de passarinhos e ‘zíperes’ (das barracas). Andei no mato, pisei na grama, levei ‘pisa’ de formiga e mosquito. Tive que aprender a escovar o dente em pé, sem se molhar. (Isso é ridículo, mas eu tava à procura de uma pia, ora bolas). Conheci pessoas novas (a maioria de São Paulo), experimentei bebidas e comidas novas também (ovo de coruja?).

Cantei Raul Seixas e Engenheiros do Hawai na estrada. Cantei Iron Maiden no acampamento (sim, tinha metaleiro lá). Conversei sobre música, profissão e vida. Tomei café pão, almocei pão e jantei pão. Brinquei de saber tocar violão, jogar dominó e aprendi o ‘Jogo do Bicho’ (Boto bebe?!).

Apareci na Aparecida. E na varanda de azulejo. Andei pelos corredores de arquitetura antiga e debaixo dum sol quente - e ponha quente nisso. Brinquei de tiro-ao-alvo em 'flyperama' Também fui pra show de reggae num almirante que dava pro rio de águas negras.

E eu acho tão bonito ver as pessoas revendo as outras. Visitei a antiga casa do meu pai, onde hoje moram uma tia, duas primas e o esposo e filho de uma delas. Numa das salas, lá em cima do armário, ainda havia alguns objetos do meu pai. E lá vai ele subir numa cadeira, pegar aquela pasta cheia de poeira e olhar o que ficou por tanto tempo guardado... Na casa das outras tias, o cheiro é de biscoito. Porque quem vai ou vem de Manaus precisa ir lá pegar uma lata de biscoito e me trazer. São os biscoitos da tia ‘Mazile’.

A conversa é estranha. A gente quer matar a saudade. Mas a gente nunca conviveu junto. A gente quer perguntar sobre a vida de cada um. Mas a gente não se conhece muito bem. Só que a gente sabe quem cada um é. E nós somos uma família. E é isso que importa.

E eu fico pensando: se um dia acontecer deu ir embora e voltar pra visitar a minha família no Acre? Acho que vai ser meio sem graça. Sei lá, eu só tenho uma tia e alguns tios com pouquíssimos filhos. Provavelmente, todos serão magros e caberão numa mesma sala. Isso só reforça a minha idéia de que nasci na época errada e que já deveria estar curtindo a minha terceira idade. Hunf.

Só uma coisa me fez infeliz: Eu, na minha correria ignorante, não peguei o número da minha grande amiga Becky, que mora lá... E então, não pude revê-la. E só eu sei o quanto isso é triste.

Mas, tirando isso, eu posso resumir: O melhor fim de semana no Amazonas! (Viu, primo Babu??!! O Melhor!).

Obs: Essa atualização tá meio desatualizada (eu sei), afinal, a viagem foi no início de setembro. Mas eu não iria sossegar enquanto nao escrevesse sobre ela. De qualquer forma, deixo aqui outros dois blogs (na tentativa de justificar a minha ausência nesse aqui)...
Visitem:

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Teorias de Viver

Abri os olhos e vi o tchau que não dei e o adeus que passou a existir só em planos. Foi como um reflexo. Daqueles momentos em que acontecem várias coisas em apenas alguns segundos e a gente age sem pensar. Eu sinto que tive tempo pra isso. Até ensaiei – em mente – o balanço da minha mão no ar. Mas ficou tarde antes que eu decidisse. Percebi as promoções que viram liquidações. É tudo uma questão de tempo. As luzes amarelas chamavam a minha atenção pruma ligação que não veio e fingir não esperar. Passei pela banca de revistas e comecei a refletir, porque achar familiar não significa conhecer ou desconhecer, é apenas achar familiar. Pensando nisso, vi dois anjos se beijando no banco da praça, em frente às águas que são jorradas para o nada, mas que vão para algum lugar – o mesmo. Eu pisava em pedras diferentes. O desconforto era igual, mas eu podia distingui-las pela cor, somente por isso. ‘Juntem-se aos seus semelhantes’, me avisavam, mas eu discordava. Eu nunca me senti refletida. Os espelhos que escolhi ficam pequenos depressa. Dependendo como for, a luz incomoda e nos faz fechar os olhos. Por mais que os dedos apontem prum rumo que eu não vou olhar, há um sentido, um sentimento, um motivo, um lugar.


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Falando em teorias de viver, lembrei de uma música:

"Não vou saber dizer o que há. Não vou poder jamais explicar os dias em que pensei ter respostas para tudo, fingindo ser forte e negar qeu nem sei se quero saber se amanhã vai ser igual (ou não). Porque me assusta tanto não ter histórias pra te ouvir contar. Quão mais tentei saber e falar, mais tropecei em minha língua. Esperas que eu seja forte atrás deste escudo que nunca me deixou enxergar. Porque me assusta tanto não ter ninguém pra poder abraçar. Teorias de viver não me deixaram rumos, e agora eu estou parado. As pessoas vão e vem e é tudo tão confuso (...) Eu juro, eu tentei correr, mas acho que foi tarde demais. Agora quem vai se importar? Meus dois braços não vão bastar... " (Dance Of Days - Caulfield)


Apresento a vocês, sem medo e sem pudor, uma das minhas bandas preferidas. =)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Parece mentira

Entrei no jogo da verdade. Que mal tem? Brinquei um pouco. Mais cedo, comi tanto chocolate que nem prestei. Colocar a culpa na tpm nunca foi do meu agrado. E dizer que é falta de tempo é a mentira mais infantil que já vi – e nem tenho mais motivos para me utilizar de mentiras infantis – graças ao meu cansaço físico e mental.

Apesar disso, depois que apaguei as luzes, ainda tive disponibilidade para estudar. Na verdade, o que fiz foi mexer nos meus arquivos de faculdade, rondando aquelas xérox antigas, separando algumas na ilusão de que leria no dia seguinte, no caminho de casa para o trabalho. [Mas nesse trajeto, eu tenho preferido colocar as mãos no banco, fechar os olhos e lembrar...] Ainda tive coragem de folhear os álbuns de fotografia lá do fundo do armário empoeirado. A saudade é de mandar revelar um filme e organizar as fotos na ordem em que elas foram tiradas – mania, mania.

Apesar de ter dormido pouco, perdi a conta de quantas vezes tive que tirar os óculos para enxugar os olhos de tanto rir. Em determinada ocasião, quase me ajoelho e vou ao banheiro me arrastando no chão para não fazer xixi nas calças. É, é só eu achar graça - de verdade - que, se não me concentrar, eu me mijo todinha.

E nem acho constrangedor falar disso, afinal, o que isso significa para alguém já teve que voltar para casa – depois do colégio – com a roupa toda molhada de xixi? Eu até pedia para pararem com a palhaçada... mas ninguém entendia o que eu falava! Para variar né, eu sei que ninguém entende o que eu falo, as pessoas simplesmente deduzem. (Eu sei, eu sei).

E deduzir me lembra dedo. Que rima com medo. Que parece com enredo. E sobre enredo eu falava ontem. De contos que eu nunca tentei contar. Um dia desses, até sonhei com um, mas depositei mais força nos olhos para mantê-los fechados e não levantar da cama. “Sabe o que é? É que eu quero que eu entenda que: se voltei a ter blog, não significa que preciso voltar a acordar de madrugada para escrever... Não Giselle, você não irá rearmar essa guerra civil das mentes, das palavras, dos silêncios... Não. Não. Não”.

E durma bem.
=)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Eu até queria...

Olha o que eu li hoje:

"Se você perder a capacidade de rir, perderá a de pensar". (Clarence Darrow)

Eu
até
queria
conseguir
entender
e
ter
algum
[des]
controle
...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Ou isto ou aquilo*

Já entendi. Todo ano me aparece uma situação em que preciso tomar uma decisão. A lembrança mais antiga de uma decisão que me fez pensar feito uma condenada foi quando precisei escolher entre o time de basquete e o grupo de dança. Não foi nada fácil. Escolhi o grupo de dança. E nem me arrependi.
-
Depois veio a época do vestibular. Muito fácil. Fui por eliminatória, assim como a gente faz com as questões de prova. Passaram alguns meses e eu precisei escolher entre o Iesacre e a Ufac. Passei na Ufac, mas ganhei bolsa no Iesacre. Pensei. Pensei. Pensei. Planejei. Planejei. Planejei. E decidi. Fui pra ufaclândia.
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Comecei um estágio que não estava nos meus planos praquela época. Mas foi bom. Me encantei com a profissão. Coisa que nenhuma faculdade tinha feito até então. Depois, tive que optar entre os jornais diários (estagiava em dois) e a assessoria de imprensa de fundação cultural. Também foi complicado. Afinal, eu queria ser jornalista, e não via muito jornalismo em assessoria. Por outro lado, trabalhar numa fundação cultural já tinha feito parte dos meus planos para o futuro (isso quando eu tinha uns 15 anos). Saí da redação.
-
Mudou tudo. Pudera, eu não passava mais a noite inteira lendo blogs ou textos do Paulo Coelho (acho isso meio engraçado), ou escrevendo coisas sobre a vida, respondendo cartas e descobrindo bandas de Punk/Hc do interior.

Mudei a alimentação. A rotina. Troquei os livros, os filmes, as músicas. Mudei de banda. Abandonei o curso de inglês e mudei de planos. Ganhei novos objetivos, novas vontades, sonhos e desejos. Fiz um outro blog. Ganhei um prêmio acadêmico, um novo e-mail e uma manchete de jornal (tem um duplo sentido aqui mas eu não vou corrigir pq não quero), e novos amigos (Além de novos vícios e novas manias).

- Será possível a gente mudar de signo? Estou me sentido uma geminiana nada gêmea.

Hoje eu preciso tomar uma outra decisão. Ontem me senti uma novela: “Olha, é difícil ein? Eu não queria tá no teu lugar não. Mas, quando tu decidir, me fala? Eu quero saber...” Sim, tudo bem, eu não teria como esconder o final dessa história...

Virou até conversa em mesa de pizzaria: uns no chope, outros no vinho e eu só na rinite, gastando um tempão pra decidir se pedia um sorvete e depois mais um tempão pra escolher o sabor...
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Já vai ser a minha segunda grande decisão em 2007 (a primeira, eu os deixo na suspeita). Às vezes, tenho a sensação que complico as coisas. Outras, acho que não sou eu quem faz isso. Antes eu me perguntava: “Como é que os pensadores vivem? Como eles ganham dinheiro? Como será a rotina de trabalho?”.

Seja lá como for, hoje eu sei que não é tão fácil como me parecia ser. Ás vezes, eu sinto vontade de parar tudo pra apenas olhar pro nada e ficar pensando. Lembrando e imaginando. Outras, eu queria apenas me concentrar num texto qualquer.
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Não sei se digo que quero voltar a ser criança. Várias – várias mesmo – coisas que eu disse que queria aconteceram. E eu me sinto feliz por isso. Me sinto privilegiada e sortuda por ter a oportunidade de tomar as decisões que tomo. Mas... sabe como é né... é difícil e nós nunca estamos satisfeitos. E eu não queria me reforçar ainda mais isso, que tomar decisões é difícil.
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As pessoas elogiam as outras que são determinadas e decididas e objetivas e não sei o que mais lá... Eu não sou nem um tercinho disso. Agora pouco, eu estava me perguntando de onde vem a dúvida? Quero saber a sua fonte, a torneira que a jorra preu ir lá e tomar uma providência. Será que alguém pode me ajudar?

*referente a um poema da Cecília.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Dedos bicolores

Me sinto simples. Falando palavrões e assoviando pros cachorros. As unhas em tonalidades rosa dançam como botões entre miçangas encoleiradas. As cores mais claras realçaram o que antes parecia sujo – nem era, nem deixou de ser. Um dia desses, desconfiei de onde poderia vi a suspeita de minha graça. Eu ri junto. Quando me deixei levar, me senti passando dos limites. Então, veio o sono e eu resolvi dormi. Amanhã é novo dia, pois.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Praça de brincar

Naquele mesmo lugar onde uma criança brincava, há algum tempo, outra morria. As emoções poderiam se confundir entre o medo e a felicidade. Eu poderia optar até pela raiva. Mas raiva é forte demais e inútil também.

Ali próximo, um rei de papelão anunciava a promoção do dia. Um pai ensinava um filho a andar de skate. Lá dentro, uma moça escovava os cabelos cor-de-mel. O medo e a felicidade preferiram a tristeza. Os tiros que eu nunca ouvi me impediram de brincar ali. Era uma tristeza inútil, enfim.

Hanram ...

Numa tarde passada, divaguei entre presente, passado, passado de antigamente, e presente que parece passado, no caminho até minha casa, atravessando uma pracinha, num bairro quase 100% comercial, onde não faltam bares, restaurantes, farmácias, lojas de materiais de construção ou salões de beleza.

Em vez de brincar naquela praça – quase ofuscada por um clima aparentemente “centro da cidade” – eu tive que me contentar com a garagem de casa, onde hoje, só há espaço para carros e para mais nada. Só pra lembrança do dia em que ganhei minha primeira bicicleta. E toda a tarde eu andava por ali. Pelo piso cor de marfim, lacrado pelo portão eletrônico, de ferro.

Na garagem que me parecia enorme - dentro do meu limite - eu ainda tinha a disposição de apostar corrida com o ônibus, que para logo aqui.

Pois é...

E às vezes eu me sinto tão velha. E quanto mais eu tento fugir disso, mais velha me sinto. Não no sentido obsoleto para qual palavra costuma nos levar. Mas no sentido de que “já deu sabe? Já tá bom, então, dá licença e me deixa curtir a minha terceira idade”. '
ha.ha.ha.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Filosofia Quântica

Quantas e quantas vezes eu já parei pra contar? Ando com a memória péssima. Decido e depois esqueço o porquê. Então, tenho que decidir denovo. E quem me conhece sabe que não gosto de tomar decisão. Eu preciso me justificar completamente. E pouco me importa o que isso possa parecer. Eu não gosto e ponto. Ando também com novos cacuetes. Realmente, eu não nasci pra falar. De qualquer forma, abro espaço aqui pra uma revelação: pretendo ser professora. Sim, sim...

domingo, 22 de julho de 2007

de alguma estação que passou*

As folhas que invadem a janela
avisam a chuva que estar por vir
Nas minhas memórias,
tardes como essas
em que eu nem me via por aqui:

Eu correria pelas ruas
descalça e sem medo de trovões
Depois, ao voltar para casa
repetiria o banho debaixo do chuveiro
com os pés engelhados
continuaria a cantar a canção que não tem fim

(hoje)
Alérgica ao vento
frio/gelado/empoeirado
fecho as janelas
ligo o ar
a chuva, agora, é só um barulho lá fora
e uns ploc, ploc, ploc atrás do sofá

[*da mesma forma que a uva-passa]

(Quebrei a sequencia dos fotógrafos. É que tava procurando uma data e encontrei uma época. Resolvi postar).

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Henri Cartier Bresson*

*Referente a um trabalho de Fundamentos de Fotografia [3/6]

Para muitos, infelizmente, um nome sem qualquer significado. Para outros, o admirável cronista que soube entender o real, captar a verdade escondida sob as aparências e sob a fugacidade dos acontecimentos, eternizando-a não em palavras, mas em imagens.

Atuou no mundo inteiro, também na literatura, pintura, desenho e cinema.
Suas fotos eram sempre em preto e branco, marcadas pela presença humana, pela simplicidade, objetividade e, de acordo com ele mesmo, “sem mensagem subliminar”.

Não gostava da notoriedade, evitava dar entrevistas e ser fotografado. Morreu aos 20 dias de completar 96 anos.

domingo, 15 de julho de 2007

Roger Fenton*

*Referente a um trabalho de Fundamentos de Fotografia [2/6]

O primeiro fotógrafo de guerra que se tem registro.

Estudou artes, mas com o não-sucesso na área, passou a estudar direito. Em 1852, apaixonou-se pela fotografia em uma exposição.

Começou fotografando paisagem, arquitetura inglesa, natureza cotidiana, museus, galerias... E acabou por se tornar fotógrafo oficial da família real inglesa.

Contratado para mostrar o lado glorioso, romântico e aventureiro das guerras, mostrava basicamente os suprimentos de guerra, os militares e soldados sorridentes.

Morreu decepcionado com a não-conservação das fotos e com o lado comercial que a arte havia adquirido.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Robert Capa*

*Referente a um trabalho de Fundamentos de Fotografia [1/6]


Húngaro, cientista político, teve em reportagem sobre Leon Trosky a sua primeira assinatura.

Em 1933, deu início à carreira de fotógrafo, quando começou a trabalhar de forma independente, em Paris, para onde emigrou e mudou de nome a fim de escapar da perseguição nazista. Fotografou guerras civis espanhola e chinesa, além da II Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã, onde morreu.

“Se as fotografias não estão suficientemente boas, é porque não se estava suficientemente perto”, era o seu lema.

Sua obsessão pelo trabalho o tornou o mais célebre correspondente de guerra do século XX. Era um apaixonado pelo que fazia. Por meio do seu trabalho, tentava expor a verdade da guerra, queria mostrar a realidade nua e crua, o sofrimento, a destruição.
Além da guerra, suas lentes também miravam a figura feminina.

domingo, 8 de julho de 2007

Noite de domingo

Nesta noite de domingo eu comi duas 'brôas' - do pacote que a minha mãe comprou ontem de manhã, no mercado, quando foi comprar peixe. Depois, ainda nesta mesma noite de domingo, eu também troquei a lâmpada do meu quarto. Enquanto isso, a minha mãe regava as plantas - nesta mesma noite de domingo.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O não-amor e a minha ridícula não-importância

"Ah, como eu te amei. Foi bem verdade. Ah, como eu te amei. E como eu me declarei. E como era tão ridículo. Ah, e a gente achava lindo. Não sei você. Mas eu me achava menos ridícula, amando. Me achava até lindinha, uma graça. Mas hoje eu não te amo mais. E nem me acho bonita nem ridícula. Agora, tanto faz. Não da forma banal. Mas de forma alegre. Simples. Pura. Aliviada. Sem medo de ser ridícula ou de não ser uma graça. Hoje eu não amo sem medo. Dizer que o amor dá medo não é mentira. É como se o não-amor levasse qualquer tipo de medo embora. Amor é coisa pra corajosos. E eu nem fiquei medrosa. Eu ainda pesco motivos pra confirmar a minha ridicularidade. Sei nem se essa palavra existe. Diz o Word que não. Mas eu não confio nele. E isso é normal. Como o amor. Um amor-ridículo. Um amor-ridículo só existe quando não se ama. Não amar parece um insulto. Um insulto ao sentimento ridículo. Hehehe. Eu sou ridícula. Não sou um amor. Sou apenas ridícula. Eu gosto de ser ridícula. Me faz rir de mim mesma. Eu sei que me contradigo. Eu não queria ser assim. Mas sou. E nem me importo tanto. E não se importar tanto, não significa não se importar. Significa apenas ser assim".