sexta-feira, 30 de novembro de 2007

[diário] aprendizado*

*dos assuntos que deixam os olhos molhadinhos

Com que idade a gente aprende a dialogar com nossos pais? Queria chegar logo lá, não vejo a hora.

É que eles são o motivo. Não o maior, nem o menor, muito menos o principal. Eles são simplesmente completamente o único motivo deu querer permanecer.

Eles não sabem. Sem hipocrisia, eles não sabem mesmo, de verdade, não têm a mínima noção. Nunca disse, nunca mostrei. É que eu só escondo, como quase tudo. Não é maldade. Acho que, puramente, falta de jeito.

Será que é coisa do signo? Distância demais entre os nossos pensamentos? Gostos, modos de ver a vida, sonhar e acreditar?

Enfim, será que existe algum exercício? Queria tentar. Preciso. Eu acredito que a minha vida vai mudar completamente quando eu aprender a fazer isso. Tenho essa noção.

Com que idade a gente perde aquela sensação de que eles não nos entendem e que vão sempre nos condenar?

Sim, querem o nosso bem - sem dúvida. Mas quando a gente realmente acredita e sente que eles podem nos ouvir, nos deixar falar tudo - sem interromper, sem pré-conceitos - e nos ajudar?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Pro céu que amanhece

*da modernidade

Oh, céus
Que poderia ser mesmo de mim?
Meus melhores amigos são todos loucos e bem anormais

E
Que seria mesmo de mim
Contentar-me com a falta de objetivos
E com a normalidade dos meus amigos normais

Céus,
Que escolha eu tenho a fazer?
Um dos mundos é transcendental
Noutro, regido por Leis que não entendo

E
Que seria das madrugadas em claro?
Sem o álcool da garrafa de gato
Sem o rio que corre prum rumo que não sei pronde vai
(Sem as águas que passam, e passam, e passam)

Ih,
O sol nasce mais uma vez
Tiro os sapatos pra entrar em casa
A cabeça pesada vai dormir
Como se estivesse acordando dum sonho

Oh, céus
E que sonho é esse?
Dos sinais vermelhos e do vento no rosto
Das mãos geladas e do cantar rouco
Do passado que some, do futuro que não preocupa mais

É quesse sonho é de presente - como o céu que amanhece
Colorido, nas ruas vazias que me permitem ver ...
[e entender]
O céu de agora.
[queu passo a querer toda a noite]

Oh céus,
Isso é fome de vícios
De risos e de riscos,
[e de querer estar mais próximo]
Dessas cores
e desse céu

(Preparando pra enviar pro forno, pra virar musicazinha da blush... portanto, vão logo decorando... hahaha)

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

[diário] vida*

(...)

e decidi que não vou mais ficar me remoendo pelo passado, lembrando dos momentos ultra-mega-felizes que tive, mas que nunca voltarão, nem tentando entender porquês que nunca terão respostas.

Muito menos continuar deixando pra ser feliz no futuro, quando meus supostos planos estarão supostamente sendo realizados e eu estarei supostamente realizada e feliz.

Em alta velocidade. Passando pelos sinais vermelhos. Entrando na contra-mão. Ao lado da janela, sentindo o vento bater no rosto e o meu cabelo dançar e todo mundo cantando sem se preocupar com o tom.

A trilha é de rock nacional dos anos 80. Toca, justamente porque sabe-se que eu gosto do rock nacional dos anos 80. E olha que eu nem precisei pedir ou avisar.

A gente segue cantando Raul e Legião. Levantamos o braço e vibramos pelo momento, porque estamos exatamente felizes. E então, quando a música acaba, a gente aperta a mão um do outro e diz com a voz já rouca: “CARALHO! ESSA FOI FODA!!!”

Porque foi mesmo, porque é desse tipo de coisa que eu não quero esquecer: do vento batendo no meu rosto; as ruas, casas e calçadas passando – como tudo passa:

numa velocidade que eu não me permite definir suas cores e contrastes; e eu cantando, e meu canto sendo acompanhado por outros que estão ali curtindo de verdade, sem medo de desafinar.

E eu senti como se estivesse voltando atrás, recuperando o que não vivi. Como se eu pudesse me desligar das minhas preocupações para o futuro, e então viver completamente o presente...

sem preocupar com os horários, com as palavras (ou com a ausência delas), com o meu jeito, com as minhas grosserias, dúvidas, suspeitas, e outras ocasiões...

É como se o que eu havia aprendido sobre a vida estivesse acabando de começar. Mesmo assim, não me sinto chegando atrasada à festa, porque é como se eu também fosse atração...

E eu não quero saber de quem já está indo, quero mesmo é ficar com quem está chegando comigo ou que ficou à minha espera e sorriu com a minha chegada.

*das coisas que precisam ficar registradas não só na minha memória (que é humanamente cruel).

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

nem sei

Não sou de poesia.
Nem de raios e trovões.
Sou de avesso. De uma metade inteira.
Dum nome fácil de soletrar, dum caminho que segue rumo – não ao certo até onde.
Não sou de temores.
Nem de canções de samba ou bossa nova.
Sou também de um cantar discreto,
Dum canto que dá apego e vontade de ensinar
Também de sorrisos-amarelos, de músicas de agradecimentos, de letras que falam de amor e amizade.
Sou da mania
Do vício
Não sou da determinação
Do destino traçado
Ou do amor à solidão
Sou da aventura
Do atrevimento
Da coragem cuidadosa
Da experimentação
Não sou do calor
Nem do frio
Sou da curiosidade
E da desconfiança também
Da segurança pouca
E de uma voz que nem é rouca
Me meto a ser dos problemas da idade,
É que sou da distância e da saudade
Sou dos sorvetes ao entardecer, do sono às nove da noite, e do dia que amanhece cedo
Não sou da paciência
Tento ser do controle
Não sou da esposa
Do marido
Muito menos da amiga
Sou apenas de mim
Dum egoísmo calculado
Da mentira que não é inverdade
Da auto-censura
Para mim
De quem finjo
De quem minto
De quem fujo também.

domingo, 18 de novembro de 2007

2008!

Porque depois dessa última semana, 2007 pode acabar já. Pode mesmo. Pode, pode. Pode muito! Acho que já tô pronta pra iniciar 2008. Tô mesmo. O que mais me resta a fazer? No que mais devo acreditar? O que mais pode me deixar extremamente bobamente feliz e/ou ignorantemente triste? O que mais pode me surpreender ou decepcionar? O que mais eu tenho pra aprender ou desaprender? Que outra decisão eu terei que tomar? E ainda existe alguma coisa que eu 'preciso ficar sabendo'? Meu deus do céu, dá até medo quando eu penso: "o que mais pode acontecer nesse ano?!". Ô, 2007, acaba logo, vai! Sei que posso tá exagerando, afinal, ainda faltam um mês e meio... Mas quem sou eu pra falar de exagero diante do exagero de coisas infinitamente 'intensas' que já aconteceram nesse ano? Caraca, o pior é que eu sei... quer dizer, sei não, sei lá... seja lá o que eu achei desse ano, me parece que 2008 eu vou achar tudo isso e muito mais!!! E peraí, eu ainda tenho uns objetivos pra este ano! HÁ, tenho sim! Mas, a última semana fechou o ano! Querido 2007, você foi demais, em todos os aspectos, jeitos, sentidos, números, gêneros e estilos! Falando isso, eu sinto vibrando vitória antes do fim do jogo. Massss... fazer o quê, se eu já me sinto 'energizada' pra dá início a um novo tudo? Tô com vontade de vibrar mesmo, e não vou deixar isso pra amanhã de jeito nenhum! Um abraço forte e um bjo na testa! E vamos lá!

*A foto é da Nattércia, a Deda

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

variação

Muda - as canções de todos os dias.
Muda - as ilusões.
Muda - o café da manhã.
Muda - a vontade de não ter e nem ser.
Muda - a vontade de mudar.
Muda - a vontade de continuar.
Muda - a vontade de acreditar.

Permanece e começa a ter voz - a vontade de se mudar daqui [imediata-mente].

domingo, 11 de novembro de 2007

"[sinto]nia"

Quando ‘amizade’ era uma palavra completamente decifrável e eu sabia exatamente quem eu era.

Numa noite dessas eu sonhei com você. Eu te encontrava na saída de uma festa, a gente se abraçava e começávamos a rodar e eu chorava, chorava, chorava tanto! E então, depois de me confortar e de trazer a sensação de que você estava de volta, você desaparecia. E só.

Como pode alguém ir embora e mesmo depois de tanto tempo continuar fazendo tanta falta e ainda estar presente nos meus sonhos?

Além disso, até nos meus sonhos, você sabe muito bem a hora de aparecer.

A saudade mata sim. Mata devagar.

E os 'vinte-setes de maio' nunca mais foram os mesmos...

-x-

Escrevi o post mês passado, e o salvei como rascunho, pra postar depois. E então, dias depois recebo uma mensagem dessa mocinha, dizendo que vai aparecer por aqui neste mês.

Minha amiguinha, não faltam mais provas pra eu acreditar que vc é uma anjinha que foi enviada a esta terra - alguns momentos antes de mim - pra me fornecer mais luz.

Estou no seu aguardo.

Porque sintonia é uma coisa que não se acha em qualquer esquina. Muito menos, algo que se acabe com qualquer mudança - ou distância.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A mulher de branco, o copo trincado e alguns segredos

Houve um tempo em que a mulher de branco me fazia medo. Hoje, ela é transparente aos meus olhos. Não me importam os seus afazeres após os horários comerciais. Horários nobres, meu bem, são pra quem sabe ter.

Se a minha cabeça não para de doer, eu sei bem o motivo. É também pelo qual eu me escondo atrás duma máscara azul-cobre. Não me recordo de quem me ajudou a montar nesse cavalo. Avistei-o de longe pelo seu brilho, ofuscado pelo sol que me trás novidades eternas.

Ah não, a história de todos os dias é a mesma história de todos os dias. Não são os dias que são das mesmas histórias.

Água fervente trinca copos de plásticos. Eu sei por experiência própria. Mas não sei o que tem debaixo da mesa. Água sanitária desbota roupa de cor. Mas eu vi, na rua, a menina desfilando com uma blusa colada e com saia estampada. E ela rebolava um sorriso que eu não consigo nem se fizer teatro.

E cada frase é um pouco dos segredos que eu não queria guardar. E vou tentando revelar aos poucos. Na tentativa de fazer dispersa essa dor de cá. Encolhida, como uma menina que segura os joelhos no canto do quarto, agarrada a um urso de pelúcia, com medo do escuro e a espera dos pais que vão chegar, acender a luz, e acabar com a graça da existência de um bicho papão horrendo.

Daqui uns anos, os fatos virarão contos de antigamente. Nem sei se ainda vou querer contar a verdade. Talvez inventar um enredo novo seja até mais interessante e divertido também. E toda vez que eu parar para recontar, vai ter uma capítulo inédito, que só eu saberei descrever.

A minha história, afinal, é só minha.

Acreditar na intuição é fácil. Admitir os erros, perceber a cara de um não... não.

E revelar o incomum trai.



Ainda tinha a chapeuzinho vermelho da escada da frente. Ela pedia que contássemos uma história. E, ao longo do conto, ela se desfazia num líquido cor de vinho.

Tinha também, as pegadas no tapete deixadas pelas estátuas da Capela, e pra chegar até lá, era preciso passar por um longo corredor de portas laterais e janela no fundo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

glup glup


É que na próxima vida, eu pretendo ser um peixe.

*Se houver próxima vida;
*Se eu puder escolher.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Gabriela

Era esse o nome da minha irmã.

Ela era minha irmã gêmea e morava nos Estados Unidos.

Ela nasceu com um problema de saúde, então, teve que se mudar pra lá por motivos de tratamento.

E o problema era muito sério, doloroso e dramático. Portanto, era segredo, e ninguém sabia da existência de Gabriela.

Eu era uma das poucas pessoas que sabia. Afinal, ela era minha irmã. Minha irmã gêmea. E eu chorava a ausência dela. Sentia muitas saudades, pois.

*daqueles segredos que a gente conta pra alguns

-x-

Gabriela foi um dos personagens imaginários que fizeram parte da minha infância. Lembrei um dia desses. E fiquei me perguntando: onde estará Gabriela?

Imaginação de criança - definitivamente - não tem limite... Por mais louca que seja a história, eu pude sim criá-la... Minha sanidade jura que é verdade.

Acho que 'a' matei, e nem vi.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

18 meses

*vida acadêmica
*ou coisa que o valha

E no último sábado, estava eu acompanhando minha tia e meu primo no jantar de aniversário da minha mãe e do meu irmão. E naquele tradicional papo de família (que, apesar de tudo, me atrai sim), minha tia me fez o favor de lembrar-me que tenho apenas mais um ano meio de faculdade.

Refiz os cálculos e, de acordo com a matemática, é isso mesmo. Mas já? Confesso que fiquei assustada. É que eu posso enumerar várias coisas que planejei fazer na faculdade e que não fiz ainda nem 1/3!

Outro dia, eu dizia que tinha vontade de almoçar no R.U. ! Pode ser besteira, mas, deve ser meio sem graça sair da universidade sem enfrentar aquela fila e experimentar a [famosa] comida do R.U!

Pois bem... Hoje, segunda-feira, Igor e Sra. Jhô me entregaram o carnê de pagamento das mensalidades da formatura. “Meu deus do céu, isso tá perto de chegar ao fim mesmo!”.


A única colação de grau que eu participei foi quando sai da alfabetização. Não fiz a do ensino fundamental e nem a do médio. Não me perguntem o porquê, eu sei que sempre fui movida por vários grandes motivos, mas o único que lembro era que eu simplesmente não tinha vontade de participar dessas festas.

Mas agora eu tenho vontade sim. Estou ansiosa até. Não vejo a hora de colocar aquela roupinha, estender o braço à frente, fazer o tal do juramento e dançar valsa depois disso. Aliás, ainda é assim?

Acho que nesse dia, vou ficar muito feliz, quem sabe até chore um bucadinho. E nem vai ser de tanto rir, vai ser disso também, mas, principalmente, de emoção mesmo.

E quanto ao R.U., eu posso não ter almoçado lá, mas tenho a chance diária de, depois da aula, ir com o pessoal jantar na burgmania ou no árabe (kafka ou kafta?); já toquei no palquinho do DCE; já atravessei os [longos] varadouros da ufaclândia só com a iluminação da lanterninha de celular; e fiz outras coisinhas mais que são privilégios somente dos que fazem cursos noturnos! Muáháháh!

Além disso, [olha eu me gabando] eu já almocei no R.U da UnB, numa mesa cheia de acreano! Tudo bem que eu paguei um preço umas sete vezes mais caro do que o PF do RU da Ufac... mas... acho que deve ser alguma coisa né?!

*

sábado, 27 de outubro de 2007

Verbo chamado Tempo

A regra de aprender. O jogo de gostar. A lei de fingir – Que máquina é essa?

Eu tento me livrar dos meio-termos. Estou feliz. Mas sem acreditar. Ou acredito, ou me desfaço.
Dou-me as opções e as oportunidades de fechar o balanço das cores, não dos filmes que não assisti, nem do conhecimento que nunca sairá da ‘estante’ – que, por muito tempo além de um instante, brinquei de ser minha, completamente minha.

Nas teclas de ouro, quando o sol nos tirava a paciência da madeira, e tudo era tão verde e [mas] recheado de trilhas monocromáticas, dum enredo que se passa no sofá da sala que não tem língua - bem diferente daquele de dentro da TV.

Eu quero mensagens subliminares sim, dos fios que cortei sem medir e descontar o preço. É que, no mínimo, eu me divirto. Foi assim sempre. Mas sempre, também, nossas canções continuarão sendo somente as nossas canções. E se eu lembrar, não significa que esqueci por algum momento.

Não sei se ainda quero a cinza caixinha de sapato que deveria guardar amores. Vazia, ela nem chora. Os mimos existiram. E continuam a existir, independente dela. Ou delas. Ou do gasto das nossas canções, dos nossos jeitos, dos nossos verbos.
de tempo.
que não se conjuga(m).

sábado, 20 de outubro de 2007

Roque

Éssa é a minha banda. Ela se chama Blush Azul.

Investimos num trabalho autoral, e seguimos um estilo que chamamos - embora com muita dificuldade - de 'alternativo', com influências que vão de Ac/Dc à Blitz, passando por Los Hermanos (e Porongas também), até Pato Fu.

Recentemente gravamos a nossa segunda demo. Dessa vez, com as músicas "Amargo Perfume" e "Abraços de Monstros Caídos".

Nesse sábado (20), a gente toca no Festival Varadouro, no Estacionamento do Arena da Floresta.

Vejo vocês lá!
T+

domingo, 14 de outubro de 2007

sobre a língua dos loucos

Queria mesmo entender a língua daqueles loucos. Os boleros ainda tocam, vivos, em algum lugar. Tirei o quadro azul da parede. Não gosto de histórias ‘PB’. Gosto sim, em certas ocasiões. Mas resolvi impor limite. Ao lado da cama, uma cadeira de ferro vermelho sustenta uma pilha de livros que vagam entre sala e quarto na esperança de que, a qualquer momento, possam ser lidos.

Porque se sentir substituído é mais difícil e quase inaceitável. Eu escuto, de longe, as risadas. Embora portas e janelas estejam fechadas. Às vezes as nossas virtudes nos traem. E por tantas vezes a satisfação foi esbanjada. Inocência triste essa. Caminhei só e não me importei com a poeira entrando no sapato. Era preto, fiz um trato com a natureza e ela me deu um marrom.

Me esforço para experimentar a língua que me inveja. Para não deixar sons distantes apagarem tonalidades dos dias em que decido comandar o que devo sentir ou, deixar-me escutar e colocar toda a culpa nos desejos – inocentes, ou não, tristes, ou não. Que venha mais poeira. E que, da próxima vez, a natureza não me roube só os sapatos.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Orgias

Ela reclamava que alguém havia jogado uma garrafa em frente a sua casa. E xingava. Xingava mesmo. A mulher tava braba. No quintal, uma criança perguntava onde aquela senhora ia reclamando tanto. Pegando a garrafa no chão e indo jogá-la no lixo, respondeu: “oooo minina, deixa di sê xata! Toma o teu rumo!!”.
A criança, apenas disse: “então tá, é preu tomar meu rumo, então vou tomar...”, olhando para escola e com jeito compreensivo, enquanto abria um guarda-chuva para se proteger do sol.

Às vezes tenho a impressão de que estou publicando e escrevendo textos repetidos (acho que já escrevi isso antes). Me deixa até feliz, me trás a sensação de coerência e unidade. E penso que consigo me enganar... Ou será que é só um deja vu? 'Deja vu de texto', pra mim, essa é nova.

Todo mundo tem um motivo pelo qual precisa dum médico. Eu nem sou assim. Eu preciso apenas dum blog.

Outro dia, lembrei que, diante de seis olhares masculinos e de um capuccino gelado, eu revelara que ainda estava na mesma, lendo Clarisse Lispector e Luis Fernando Veríssimo. Nem me senti reprimida. É que as Orgias de Luis são cor-de-rosa.