domingo, 31 de maio de 2009

vinte e dois

Houve um tempo em que fazer aniversário era a coisa mais legal que podia acontecer no ano. Por quê? De repente, de uma hora pra outra, a coisa se inverteu e tomou outro rumo. Trauma de infância, talvez. Quer dizer, talvez nada. Certamente. Desde então eu tenho a mania de ficar a espera de algo que nunca vem. Sempre dá tudo errado, meio do avesso, e sempre fico mais confusa. Por quê? Neste ano, não tenho nada novo pra pendurar no mural e isso me soa um tanto doloroso. O pior é quando alguém faz questão de te torturar: ao ver o tédio escrito em letras garrafais na sua testa, insiste em ficar perguntando o que você tem, o que está acontecendo, por que você é assim? E aí a coisa fica atravessada na garganta, e todas as minhas forças se vão numa batalha interna sangrenta para eu não ter que assumir e explicar... É que eu me reconheço meio injusta, meio besta, meio infantil, meio mimada, meio idiota, meio o que for... E eu poderia falar do Congresso de Jornalismo Cultural, da prova da Folha de S. Paulo, da minha sorte pra determinados assuntos (bem específicos, por sinal), do StarBucks, do Budapeste, do Anjos e Demônios ou até da Alice no País das Maravilhas. Poderia falar de saudade, de nostalgia ou algo sobre um certo desânimo monográfico. Mas ah, quem se importa?! Fico mesmo a fazer uma valsinha com os pés solitários debaixo do edredom, morrendo de inveja do que o vento faz com a cortina e sem saber o que pensar sobre o Bem-te-vi que canta lá em cima da antena da Tv.

domingo, 19 de abril de 2009

domingo, 15 de março de 2009

Dama da Noite


eu mantenho a distância, e você?!


Às 9horas da noite ela começa a brotar; à meia-noite está totalmente aberta; por volta das 3h da madrugada está completamente murcha (morta para todo o sempre). Assim é a tal da Dama da Noite. E como eu sou uma garotinha de sorte, tem uma dessas aqui em casa. E pra minha sorte de novo, ela fica bem na janela da cozinha, quase entrando. E pra minha sorte ainda, ela fica bem em frente à cadeira que eu sento à mesa. Oh, céus!

Preciso dizer que essa flor me causa certo desconforto? Uma estranha sensação de terror? Sendo mais direta: eu morro de medo dela, e quando a vejo se abrindo, pensamentos negativos invadem a minha cabeça descontroladamente ao mesmo tempo que uma tristeza aguda alfineta o coração. Eu sei que ela não vai sair correndo atrás de mim, chupar o meu sangue, me estuprar e depois me estrangular e comer o meu intestino frito... Eu sei, eu sei. Mas tem coisa mais estranha, medonha, esquisita, sinistra do que uma flor assim?

Dama da Noite já murcha. Inofensiva? Ahhh, à mim ela não engana!

E tem mais: ela tem um cheiro fortíssimo. Quando eu chego em casa meio tarde da noite, sinto o cheiro dela de longe. Vocês podem até dizer: “Mas que menina mais insensível!” Só que não é bem por aí, ao saber que aquela flor que está brotando já tem hora para morrer e não vai nem ver a luz do sol, a sensibilidade aqui fica literalmente à flor da pele. Aliás, uma flor que brota uma única vez na vida, à meia-noite, e dura cerca de seis horas não deveria nem ser chamada de flor. Pra mim, flor tem que ser daquelas que brotam em determinada época do ano, na primavera de preferência, são pequenas e coloridas, duram algumas semanas, dão fruto e caem deixando um lindo tapete de pétalas no chão, simples assim.

Florzinha do Parque Capitão Ciríaco. Beleza e simplicidade, será que é tão difícil?

A Dama da Noite é branca, enorme – quase do tamanho da minha cabeça, e nem fruto dá. Eu devo ter sim algum trauma de infância em relação a esses seres vivos. Ora, na escola me diziam que as árvores choravam à noite por causa dos maus tratos do homem. A casa da minha avó é bem arborizada e ela conversa com as plantas todas as manhãs. Minha mãe diz que as plantas só nascem em casas que têm carinho para oferecer e sempre culpava meu pai pelo fato de as plantas que ela tentava plantar nunca darem certo, porque pelo meu pai todo o verde seria exterminado do planeta. Mas aí ela conseguiu reverter a história e aqui em casa já tem planta pra todo lado, inclusive essa Dama da Noite.

Com a natureza não se brinca... (eu e o Igor, no Parque Zoobotânico da Ufac).

Mas bem, voltando à casa da minha avó: certa vez, quando criança pequena, eu estava lá e tinha uma mangueira jorrando água. Então, eu inocentemente peguei a mangueira e fui regar a multidão de planta que tem lá, num ato de carinho. Uma delas tem uma folha enorme, na época do meu tamanho, e sabe-se lá o que acontecia que quando eu jogava água nela ela se movimentava como se fugisse do banho. Devia ser o ângulo formado entre eu, ela e a mangueira, sei lá, só sei que ela não molhava e fazia um movimento como se fosse um “não” com a cabeça... Rapaz, o mundo parou por um segundo e em seguida eu larguei a mangueira e abarquei numa carreira dali para nunca mais chegar perto de planta.

Gostar de planta eu gosto. Aliás, adoro verde, adoro a natureza... Mas, por favor, os tipos tradicionais, nada muito exótico. Ok? E na verdade, eu também fico com peninha da moça que trabalha aqui em casa, porque ela gosta muito de plantas e ajuda a minha mãe nos cuidados. Mas nunca tem a chance de ver a Dama da Noite, quando ela chega de manhã e vê a flor lá murcha, passa o dia se lamentando “poxa vida, eu só vejo ela assim...” Sorte a dela...

domingo, 8 de março de 2009

descobertas

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[de] Maria Clara
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as mãos

a água

a preguiça

o mamão


*e eu desvendando o meu novo brinquedinho de bater foto! xD

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Leiaute

Era pra ser uma coisa miúda, simples, discreta, silenciosa e talvez até meio insossa (como eu?). Mas aí, ele me aparece com uma coisa extravagante, confusa, barulhenta, cheia de cor e ruído (como eu?).

Teimosia, coisa típica de designer, né? Adoreeeeeeei!

Apresento-lhes o mais novo leiaute do meu blog, sob a assinatura – assim como o anterior - do meu irmãomigo (meu Sucesso-Urbano-Cavadão*) Ulisses Guimarães (sim, ele vive, quase como na mitologia grega ou romana) ou Ulses (devido ao chá de sumiço que ele deu a todos os “i’s” de uma determinada publicação), vulgo Lissitos (leia-se com sotaque carioca, tipo: Lissitoas).

Valeu!!!

*um mix de Paralamas do Sucesso, Legião Urbana e Biquini Cavadão.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

“e à torcida do Flamengo, aquele abraaaaaaço!”

É mais difícil postar algo quando você quer simplesmente postar algo. E eu preciso atualizar porque esses textos longos dos postes anteriores já estão me enjoando quando eu entro aqui. E saber que certas pessoas “me visitam”, aí é que fica mais difícil mesmo, aumenta a auto-censura, entende? De qualquer forma, eu vou lembrar que este blog só tem uma única pretensão: a de não ter pretensão nenhuma. Não é um blog de política, de crônica, de piada, de jornalismo ou de poesia; este blog não está atento às novas regras da gramática, não segue linha editorial específica, manual de redação ou coisa que o valha; nem mesmo ousa ser um blog legal de futilidades... Nada disso (sim, porque tem cada blog de futilidades aí tão legais! E não estou sendo irônica não, não deve ser fácil manter um blog de futilidades interessantes. E às vezes eu acho que as pessoas precisam mesmo é ser um pouco mais fúteis, chega de seriedade, chega de papo-cabeça, o efeito estufa está acabando com o mundo, mas eu ainda não sei se pra fazer a minha parte é melhor eu consumir carne de boi ou soja; ainda não decidiram se tomar líquido durante as refeições faz mal, e eu acredito que “se as pessoas se abraçassem mais, haveria menos guerra”, é o que me dizia a Thielly e eu concordo completamente. A desigualdade social continua crescendo, mas o mundo também precisa de calor humano.

Kaline e o seu abraço por um mundo melhor
(ei, dexa eu usar a tua foto no meu blog? deixa?)

A moral da história é que eu me sinto meio “tropicalista”. Sim, porque agora, finalmente, eu consegui compreender que “diaxo” foi aquilo. E num foi por meio de livro não, resolvi o meu problema em poucos minutos com vídeos super didáticos do youtube. Se bem que eu ainda não decifrei onde entra a Jovem (ou a Velha) Guarda na história, e muito menos o Raul Seixas, por que, afinal, ele não fazia parte da panelinha? Ele também não era baiano? Será que não se misturar fazia parte do trato que ele fez lá com os seres do além? Aliás, quando mesmo que começou essa história de artista fazer pacto, vender a alma, em busca de sucesso? Isso é invenção da modernidade, veio com a revolução industrial e com as convergências digitais? Ou já se falava disso desde os primórdios da humanidade? Eu preciso – assim, daquelas necessidades inexplicáveis - entender tudo, tim-tim por tim-tim, quem era quem, quem conhecia quem, quem fazia o quê, o problema é que quanto mais eu entendo, mais dúvida eu tenho. Por isso, às vezes, eu prefiro ficar sem entender mesmo. E ser feliz e tentar ser menos confusa e pronto!

... nunca mais eu vou dizer que essa vida me aborrece, Punky!

Mas bem, eu preciso dizer que sou uma nova mulher. Tirando o fato de que a minha rotina tem sido preenchida com o vazio existente entre ar-condicionado (lembra do efeito estufa?), a minha cama e a Tv (as novelas da Record – ou seriam do SBT? - são até mais interessantes que as da Globo, sabia? As histórias são mais absurdas e surreais. Embora os atores não sejam assim, uma Brastemp). Pude descobrir que eu prefiro o ambiente de um salão de beleza, ao de uma academia. E pode ter certeza que isso tem um “quê” de sexismo mesmo. As academias estão cheias daqueles homens suados, fedidos, que ficam posando na frente do espelho e se achando o máximo, malhando com camisa de blocos de carnaval, de boné, de munhequeira ou bracelete (tipo aqueles de emo), e detalhe: nem fazem um alongamento que preste! Jogam pingo de suor pra tudo o que é lado, falam de coisas que... Meu Deus, eu não sei nem falar do que eles falam. Aliás, acho que eles não falam nada. Nadinha. Enquanto que os salões de beleza estão cheios de mulheres cheirosinhas, arrumadas e bem bonitinhas, falando sobre tudo, nada ou qualquer coisa. Isso pode ser meio lésbico, eu sei. Mas é uma questão de cena, de imagem fotográfica, de sensualidade humana, de glamour próprio (cara, eu me amarro na palavra “glamour”, se você disser que gosta de algo porque tem um “glamour próprio”, não há mais o que se discutir, o debate acaba, entende?). Definitivamente, homem é mais sexy no trabalho, sacô? Eu nem sei por que entrei nesse assunto, (realmente há algo errado por aqui), eu ia falar que me sinto uma nova mulher porque nos últimos dias fiz os investimentos mais caros da minha vida: comprei um protetor solar e uma máquina fotográfica. Urruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuul!!!!!!!!!!!!!!!!! \o/ E tô tranqüila, eu sei que terei bons retornos.

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ps: Stefane, faça logo o seu blog, okei?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A hora da escola – sem mochila, sem estojo e sem fechaduras complicadas, por favor (mas com Chico Pop!)

Ok, ok, se eu decidi estudar, então que assim seja. Na minha longa vida de estudante, uma das poucas coisas que eu aprendi é que cada um de nós tem o seu próprio jeito para se dedicar aos estudos. Sua própria forma de aprender, de assimilar informações e de adquirir conhecimento. É como um relógio biológico, que cada um tem o seu e é preciso respeitá-lo.

Então, cá estou eu em casa, numa única e exclusiva obrigação: fazer a monografia. Há muita coisa para ler, e sou capaz de dedicar longos 25 minutos à leitura. Depois disso, durmo os próximos 40 minutos; fico bolando na cama, em frente à Tv, durante os próximos 30; como baboseiras enquanto ando feito uma barata tonta pela casa durante os próximos 25. Vou para internet, converso no Talk ou no MSN, fuço Orkut alheio e leio blogs e outras coisas inúteis durante os próximos 120 minutos... Nada de leitura livros, de jornais como o Folha de São Paulo, G1, Estadão ou de coisas que poderiam me ajudar na tal monografia, nada disso. O meu lance é BLOG - dos ruins, como o meu, de preferência. Blogs que publicam letras de música, textinhos de garotas revoltadas, declarações de amor, fotos sem nexo, versos clichês. Eu sou capaz de passar a tarde toda lendo sem cansar. Pronto, falei!

E assim se passa uma manhã, uma tarde, um dia inteirinho e nada de uma leitura séria e proveitosa. Certo dia eu arrisquei outra opção: estudar na Biblioteca. Não tinha cama, não tinha baboseira pra comer, não tinha Tv, tinha computador (mas é preciso pedir permissão pra usar, o que de certa forma me inibia, porque eu queria usar durante um tempo, dar uma voltinha, depois usar novamente...) Enfim, foi um fracasso. É verdade que eu adiantei a leitura sim, mas foi torturante. Definitivamente, meu biológico não foi feito para sentar e se concentrar numa coisa só. O problema é esse: concentração. Eu acho que só consigo fazer algo e efetuar uma tarefa, se eu me concentrar em várias coisas ao mesmo tempo. Lá na biblioteca, entre leitura e outra de 25 minutos, o que eu tinha pra fazer (além de ler) era dar umas voltas, beber água e ir ao banheiro. Então tá, foi o que eu fiz até me deparar, mais uma vez, com aqueles momentos em que você pensa: “Meu Deus, por que isso só acontece comigo? POR QUÊÊÊÊ???”

São tantas as opções de fechaduras que o mundo nos apresenta...

Bem, a história foi a seguinte: então, eu bebi água e fui ao banheiro. De cara eu saquei que a fechadura da porta estava emperrando, por isso, não tranquei. Tudo certo até então. Voltei aos estudos (ou tentei voltar). E depois de meia-hora, lá estava eu, novamente, em busca de fugir dos livros. Repeti a cena: fui beber água e fui ao banheiro. Dessa vez, esqueci e nem percebi que a fechadura estava com problema. Lembrei quando tentei sair... Pois é, senhoras e senhores, eu – “que já andei pelos quatro cantos do mundo” - fiquei trancada no banheiro da biblioteca. A maldita não abria de jeito nenhum. E então eu fiquei sentada no vaso rindo da minha sorte. O jeito foi subir nele e pedir socorro às duas moças que estavam lavando as mãos. Chamaram outra moça, que chamou um cara, que ligou não sei pra quem... Enfim, teve até um que, ao ser perguntado se aquilo já havia acontecido antes, respondeu: “ah, ontem mesmo uma ficou presa aí...”. Ah, tá. Pois é. Menos mal. Então eles me orientaram a puxar a porta, levantar, empurrar, tentar abrir com força, com delicadeza, rápido, devagar... Todas as formas possíveis. Até que chegou um e disse a palavra mágica: “Gire a fechadura pro lado contrário”. Foi o que eu fiz e a porta se abriu.

Quem teve a idéia de fazer fechadura que abre ou fecha sendo girada pro lado oposto do óbvio? Vocês já devem imaginar que depois daí já não havia clima para estudos.

Mas a história não se acaba por aí, caros amigos. Nesse dia, eu havia acordado com vontade de comprar uma mochila. Sim, eu quero estudar e pra isso – pensei – terei que ir à biblioteca carregando livros, e como eu sou uma garota moderna (que mesmo tendo carteira de motorista, anda a pé), decidi que o melhor a fazer era adquirir uma mochila pra carregar as minhas tralhas. Eu tinha até assistido a uma matéria na Tv, com dicas sobre como escolher mochila mais adequada para cada pessoa. Bem, e como naquela tarde já não iria mais conseguir estudar, resolvi passear em busca da minha mochilinha.

Não demorou muito e eu achei a mochila mais linda e perfeita de todos os tempos. Não muito grande, não muito pequena. Com um corte super delicado, e com umas estrelinhas miúdas e estampadas nas cores branca e rosa. Linda-Linda! Entrei na loja pra ver preço e experimentar. Logo quando anunciei que queria ver aquela mochila, a vendedora me fez infeliz pergunta: “Vai entrar na faculdade é?”. “Nada, to saindo...” (da faculdade e da loja). É, acho que aquela mochila não é pra mim. Não sei. Talvez eu tenha demorado demais para ir comprar uma mochila. Aliás, onde eu estava com a cabeça, ao entrar na faculdade, que não fui comprar uma mochila como aquela? E quantas outras coisas eu deixei de fazer? Acho até que ficar trancada em banheiro também não seja coisa de quem está saindo da faculdade (embora eu tenha passado o curso todo usando um banheiro que nem porta tem – ah, fala sério, eu não vou considerar aquilo uma porta!)

Jornalismo Turma 2005: Traje à rigor pra apresentar a Tv dos anos 80 (pelo menos trabalhos divertidos eu fiz!)

Isso me lembra do dia em que, lá pelo segundo período do curso, eu perdi o meu estojo - meu estojinho lindo, com batom, grafite, canetinhas coloridas e tudo mais... – e um colega disse pra me consolar: “ô Giselle, todo mundo já perdeu o estojo um dia, mas no colégio! Tu esperou entrar na faculdade pra perdê-lo?”. Pois é, e deve haver tantas outras coisas que as pessoas fizeram na faculdade, que sabe-se lá quando eu vou fazer, e se vou mesmo fazer.

De qualquer forma, o que me interessa fazer neste momento, mesmo, de verdade, é a monografia. E não pensem que agora, sem “trabalho”, o blog será atualizado mais vezes. Ou que agora, com a minha dedicação sendo oferecida à monografia, o blog será esquecido. Não pensem em nada em relação a isso. O que sei, é que já estou até chata. É que eu só consigo falar sobre meu projeto de monografia. É a pauta da vez, única e exclusiva. Só consigo falar das histórias do Chico Pop. Leio o que ele escreveu, descubro, desvendo, concluo coisas e já quero contar. Entre dez palavras que eu falo, 9,5 são sobre Chico Pop. Isso é chato eu sei. Pensei até em fazer um blog sobre a produção do trabalho. Mas acho que é só uma forma que eu, inconscientemente, busco para me distanciar dos livros e navegar mais pelo mundo blogueiro.

Chico Pop: A Cidade Se Diverte (e eu também!)

Enquanto isso, voltarei à minha busca pela forma perfeita de se concentrar nos estudos e fazer a monografia (sem estojo, sem mochila e sem fechadura complicadas, mas com Chico Pop!) Bom, já deve ter se passados umas duas horas desde que fiz minha última leitura monográfica, portanto: Tchau!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Centrífuga, chopp e “Mim ligue!”

Eu vou começar esse texto dizendo que vou começar esse texto dizendo que amo o meu namorado. Ele tem mais habilidade do que eu na cozinha (é certo que eu ainda não tive a certeza disso, mas é verdade que ele sabe se virar melhor), um paladar mais aguçado (sabe dizer o que tem na comida, ao contrário de mim, que sinto o gosto do que você disser que tem lá, portanto, posso comer carne de porco achando que é peixe, acho a comida insossa se você disser que falta sal, etc) e, o melhor de tudo, na hora da conquista não foi criativo o suficiente para me passar bilhetinhos ultra-românticos dizendo: “mim ligue!”.

Não sei se o texto do post anterior queimou o meu filme; se mostrou que é possível viver e ser engraçado com a própria falta de sorte, erros e fracassos; ou se eu devo concluir que, se há alguma boa desenvoltura por aqui, é certamente com as letras (e não com a cozinha, com a música ou com prováveis receitas que misturam isso...). Diz o Helder que o Chris Rock, do “Todo Mundo Odeia o Chris”, ganha a vida – e dinheiro - fazendo piada das “tragédias” que aconteciam na adolescência dele. E assim, hoje ele é um dos mais famosos atores e comediantes da TV. Eu não pretendo ser atriz ou muito menos comediante de TV, claro, mas fico um tantinho feliz em saber que há um bom futuro nisso. Além disso, “Everybody Hates Chris” é um dos poucos – senão o único – seriado que eu paro para assistir com gosto.

O fato é que eu ando traumatizada com a centrífuga. Tenho medo de, mis-te-rio-sa-men-te (para se ler assim, pau-sa-da-men-te), aparecer um caroço na cenoura, na beterraba, no abacaxi! E aí, enquanto eu estiver lá encantada com a produção de mais um super-suco exótico (tem hífen aqui?), a centrífuga simplesmente fazer aquele estrondo novamente, e um caroço que surge do nada, fazer voar todas as peças e tudo ir pras cucuias. Por causa disso, tenho matado a minha vontade de beber sucos exóticos por aí, em bares e restaurantes. Não tem aquele gostinho do “fui eu que fiz”, mas custa apenas alguns reais e não corro o risco de estragar uma centrífuga. E o mais importante: eu vou conseguir bebê-lo.

E num desses momentos em que eu estava saboreando um super-suco de cenoura com beterraba, eis que eu tenho o prazer de sentir o desgosto da falta de habilidade não com os sucos, mas com o Português. E nesta ocasião, eu e o meu super-suco de cenoura com beterraba estávamos diante de três chopps de responsabilidade do Ulisses, da Lidiane e da Priscila (ah, duvida que eu sou capaz de beber suco enquanto outros tomam chopp? Pois é, como eu sabia que haveria quem duvidasse, fiz até uma foto):

O que aconteceu foi o seguinte: estávamos lá – cada um no seu quadrado e felizes. Eu, com sono. Quando a gente estava se preparando para ir embora, o garçom veio aos passos lentos e discretos e me passou um bilhetinho miúdo. Veja só, era a primeira vez em toda a minha vida que eu recebia um bilhetinho num restaurante. Abri, li, passei meio segundo com o bilhete nas mãos e o joguei na mesa (ironizando, inconscientemente, a discrição do garçom, coitado...).

E lá estava escrito o que qualquer mulher quer e precisa ouvir. Lá estava escrito, com todas as letras, vírgulas e verbos, aquilo que é a chave para o homem se tornar irresistível. Lá, naquele bilhetinho de meio centímetro, estava escrito em caneta azul e letras turvas, um encantador “MIM LIGUE”, acompanhado de um número de telefone. Exatamente, MIM LIGUE! O Ulisses não perdeu tempo e disse pro garçom: “pô cara, diz pra ele aprender a escrever, que ela liga!”. (Tudo bem que depois a gente ficou na dúvida se o garçom entendia que o bilhete tava errado, nessas alturas, já se desconfia de tudo). “Mandar um bilhete assim para uma “jornalista”, o cara teve sorte... Liga pra ensiná-lo a escrever, Gisa...”, disse a Priscila... E aí a gente foi embora.

E eu fui pensando: será que alguém ligaria? E o que custava escrever algo como: “Minha flor, ‘mim ligue’”, acho que iria ser menos feio (embora eu não ligasse mesmo assim). Mas se o cara é meio analfabeto, precisava ser também grosso e autoritário? Nessas horas, eu vejo como o mundo está realmente perdido. Afinal, se as pessoas não se preocupam em ser carinhosas e inteligentes nem na hora da conquista, onde haverá amor?

Eu não sei cozinhar, mas nem por isso ando por aí fazendo os outros experimentarem as minhas receitas. Quem sabe o cara pode até ser um expert nos sucos exóticos, mas me mandar um bilhetinho curto, grosso e errado, não vai despertar nem um pouco o meu interesse. De qualquer modo, o “mim ligue” foi piada por alguns dias. E depois que eu soube que o autor do bilhete foi o filho do dono do restaurante, tudo fez sentido. É que exatamente o nome daquele restaurante tem grafia errada, trocaram um “s” por um “z”. Não é lá um erro gravíssimo (na verdade, é sim), e com a reforma da Língua Portuguesa, eu já não sei o que é certo ou errado. Mas o chopp lá até que é bom. O suco? Hum... Quando eu aprender a manusear a centrífuga, tenho certeza que vou preferir o meu.
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obs: para evitar qualquer desentendimento, transtorno, desconforto, incômodo, ou o que for, eu quero deixar claro, claríssimo, que eu não ligaria em hipótese alguma! Ok? Apesar de você ser apaixonado pelas italianinhas... hahaha.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Lei de Murphy, eu e minha centrífuga (e um suco super exótico)

Intro.

Era uma linda manhã de domingo quando descobri que Murphy tinha razão, e que o meu distanciamento da cozinha não é por questões ideológicas, políticas, sociais ou feministas. É simplesmente por falta de habilidade, técnica e entendimento de como as coisas lá acontecem. Eu tento e me esforço, até confesso que ter uma aptidão culinária é – assim, meio interno – um desejo particular.

E numa linda manhã de domingo, eu resolvi fazer um supersuco na minha centrífuga nova. É, apesar da minha não intimidade com a cozinha, eu ganhei uma centrífuga. Agora coleciono inúmeras receitas de sucos exóticos. Então, nada melhor do que uma manhã de domingo para se testar uma.

É claro que a maioria das frutas já fica devidamente descascada e guardada dentro da geladeira para que a bunitinha aqui possa utilizar. E naquele dia, enquanto minha mãe cortava a melancia e o abacaxi, eu escolhia a receita que iria fazer. Certamente, a dificuldade já começa aí. Quem me conhece sabe que eu tenho uma destreza incrível em ter dúvidas. É que eu penso em todas as possibilidades e analiso cada uma delas. E isso já me rouba um bom tempo, me tortura, me deixa aflita, me dói.

Nesse meio tempo, minha mãe me deu a notícia de que naquele domingo, iríamos almoçar num rodízio de carne. O que não haveria problema nenhum se na minha atual fase vida, freqüentar rodízios estivesse totalmente fora de cogitação. Decidi não ir. E não tinha problema, afinal, eu aproveitaria a manhã de domingo pra fazer um café-da-manhã caprichado, e se sentisse fome na hora do almoço, poderia fazer algo (aproveitando que estaria sozinha em casa).

Bem, escolhi o suco que levava abacaxi, limão e pêssego. Separei a quantidade. Descasquei o limão e os pêssegos (é claro que estes não estavam cortados). E lá fui eu, toda cheia de si, preparar um supersuco na minha centrífuga. Ah, e antes disso eu tinha visto na revista de receitas de sucos, que a minha centrífuga é uma das mais caras, potentes, práticas. Eu sou mesmo muito chique! Tudo bem que, na verdade, acho que a praticidade não veio junto, ficou na loja. Mas, beleza, já era o suficiente pra eu oferecer um cuidado redobrado eu meu brinquedinho.

Giselle e a cozinha - Parte 1:


1. Colocar o limão
- centrífuga: trhumm.
2. Colocar as duas fatias de abacaxi cortadas em quatro partes
- centrífuga: trhumm.
3. Colocar os dois pêssegos.
- centrífuga: trhumm... tipufundagemaohsboieurfownffapoghf..
(...)

Na hora de colocar os pêssegos, a centrífuga fez um barulho horrendo! Imediatamente minha mãe me perguntou o que havia sido aquilo, eu disse a verdade, ora, foram os pêssegos! - Tu tirou o caroço?, ela me perguntou. - Hãm? Mas que caroço?, eu respondi... Meu pai também foi saber o que tinha sido aquela barulheira. Ah, fala sério, como eu ia adivinhar que pêssego tem caroço?

Giselle e a cozinha parte 2:

É claro que eu fiquei com um peso enorme na consciência por não oferecer à centrífuga – cujo tipo é um dos mais caros - o cuidado necessário. Mas sorte a minha de não trabalhar numa lanchonete e ser assim, uma burguesinha um tanto mimada (rsrsrs). Bom, então o meu suco estava lá na super-jarra separadora de espuma. E eu tive a idéia de colocá-la no congelador enquanto preparava o que ia comer e limpava a centrífuga. Deixei a jarra lá, no meio de mais um monte de coisa, dentro do congelador. Assim, o suco ficaria geladinho. Coloquei uns pãezinhos pra torrar (na minha torradeira super-moderna, tipo aquelas de televisão, que em poucos segundos joga o pão pra cima bem torradinho...) e enquanto isso lavei a centrífuga. A bicha é enorme, tem um monte de peça, e é preciso lavar, secar e guardar imediatamente, porque ocupa um espaço danado na pia. E fiz isso também porque eu sou até um tanto obediente e não gosto de deixar (muita) louça suja na pia.

Tudo ok e eu já toda orgulhosa por ter preparado um super café-da-manhã para uma linda manhã de domingo. As torradinhas prontas, com direito a queijinho e outros temperinhos más. E lá vou eu pegar o meu supersuco de abacaxi, pêssego e limão no congelador, guardado na minha super jarra separadora de espuma, até que... Gente, quando eu abro o congelador... Adivinha o que aconteceu? Putz, dá vontade de chorar só de lembrar... Eu não sei o que houve, a jarra virou e derramou todo o suco. Pior, o suco derramou e sujou toda – TODA – ALL – 100% - a geladeira.

É claro que eu soltei um “PUTAQUEPARIU!, baixinho, óbvio. É que depois da barulheira com a centrífuga, nada mais poderia dar errado em menos de 20 minutos.

Bem, então lá vai eu limpar aquela porquêra. Estava tudo sujo, de cima até embaixo. O suco escorreu na parte de dentro e de fora, até o chão. Sujou, inclusive, aquela bandejinha de ovos que, ironicamente, estava cheia de ovo. Puxa vida, era uma linda manhã de domingo...

No fim das contas, eu não tomei o suco que eu fiz na minha super centrífuga nova. Meu super-café-da-manhã-de-uma-linda-manhã-de-domingo se resumiu em umas torradinhas frias e sem graça, acompanhadas por um suco de laranja de caixinha, temperado com a tristeza de que o almoço iria ser num rodízio e que eu havia decidido e anunciado - na maior empolgação - que ficaria em casa e prepararia minha própria comida.

Ah, a primeira parte eu cumpri conforme o que havia dito – não fui pro rodízio (sim, meu orgulho fala mais alto) Já a segunda parte, bem, umas bolachinhas e mais um pouco do suco de caixinha deram conta do recado.

Oh, vida!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

repensando




Segunda-feira à noite.
Me soa egoísta e solitário esse negócio de autonomia e independência.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Everywhere I go ...




Sexta-feira à noite e The Muffs me parece a melhor opção.
Reviro tudo em busca de um cd velho não identificado.
Encontro algumas poucas canções no meio de tanta coisa já estranha.
...
Dá vontade de fazer pulseirinhas de miçanga.
Mas como eu não sei, opto por arrumar aquela papelada de sempre.

sábado, 18 de outubro de 2008

meu caminho

Vai, que eu te sigo.
É que eu só vou se for com emoção.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Meme

Ok, vou tentar não ser “a chata” pelo menos uma vez e entrar na roda. Já recebi convites como esse outras vezes e dei uma de João-sem-braço e fiquei na minha. Ah, tá bom, eu confesso: não tenho tanta habilidade com isso, mas... vamos lá!

O convite veio da minha amiga que eu morro de saudade e que tem uma creparia (morram de inveja, mas eu sou amiga da dona da única creparia da cidade, urrul!) a Jann.

*Quatro trabalhos que tive em minha vida:

Bem, trabalho eu já tive muito, mas emprego só três, e todos relacionados ao jornalismo: jornal Gabarito, Página 20 e o atual: Assessoria de Comunicação da FGB (Ah, e eu também já consegui uma grana vendendo biscoitos caseiros lá na minha rua... hehehe). E minha carteira de trabalho é branquinha não sei pq. =(

* Quatro lugares em que vivi:
Sempre morei em Rio Branco.

* Quatro Programas de tv que assistia quando criança:
Castelo Ra-tim-bum, O Fantástico Mundo de Bob, BeetleJuice e Carrocel (só programa infantil, ora).

* Quatro programas de tv que assisto:
Eu só assisto o que passa na Tv das 6h50 às 7h20 da manhã. Eu não tenho nada contra, até queria, mas que simplesmente eu não consigo assistir mais que isso =/

* Quatro lugares em que estive e voltaria:
Natal, São Paulo, Manaus e Brasília

* Quatro formas diferente que me chamam:
équis-éle, XL, Giba, Gii.

* Quatro pessoas q te mandam correios quase todos os dias:
O Tio Gil, lá do Rio (me manda uns 20 emails por dia), o meu namorado (:*), a Eurilinda e a Dani (Swásthya Yôga)

* Quatro comidas favoritas:

Pô, só quatro??? Chocolate branco, chocolate preto, chocolate crocante e musse de chocolate. É comida não?? Então tá: Pizza, estrogonofe, peixe assado e macarrão (de preferência um 'iaquissoba').

* Quatro lugares em que gostaria de estar agora:
Numa casa no campo ou numa praia. (qualquer um desses dois tava bom já).

* Quatro coisas que espero que esse ano eu possa:
Rapaz, agora o bixo pegô. Eu quero tanta coisa, mas ao mesmo tempo quase nada. Vamo falar disso não, senão eu entro em crise... hahaha.

* Quatro amigos para responder:
Toma esse pepino pra ti: Irlla Narel, Jujubinha, Arthur e Mvneves.

xP

sábado, 20 de setembro de 2008

sobre o fim

Ponto de vista: ponto do sentir. Ou simplesmente: "quem não tem colírio, usa óculos escuros".

Nossas histórias e casos terminam e recomeçam a cada dia, exatamente assim, diária e cotidianamente. Temos então a oportunidade de mudar os personagens e escolher um outro enredo. Há pessoas que não entendem isso e não percebem que morrer um pouquinho, às vezes, para nascer novamente, é essencial. É quando a gente olha e diz: “eu já vi essa história acontecer uma vez” e resolve abandonar o barco não por covardia, mas simplesmente por entender que já é hora de mudar, que não é preciso viver e reviver as mesmas tramas e finais. A mesmice, afinal, é muito chata. Já perdi as contas de quantas vezes isso já aconteceu comigo. Já pulei do barco, já enterrei capítulos e refiz personagens. Não é preciso trocar de nome ou endereço. Escolher outra fonte para a fé já é suficiente.

sábado, 13 de setembro de 2008

Um começo

12 de setembro de 2008

Quando eu saí de casa pela tarde, fazia um sol de rachar asfalto.

Era algo entre nervosismo e ansiedade.

Logo, umas nuvenzinhas lá no alto trouxeram um ventinho bom. Forte demais até.

"Vai vir um temporal", eu escutei.

Mas não demorou pro vento se acalmar e tudo ficar mais tranqüilo, inclusive eu.

Acho que foi uma boa recepção.

Só para registrar: começo hoje uma história de (a)Ventura.