sábado, 22 de setembro de 2007

Bonito (AM)

Queria escrever um texto bonito. Porque foi exatamente assim a minha viagem à terra dos Manaós. Eu não pisava lá há sete anos. Verdade, muita coisa mudou. A família está maior e mais ‘forte’ (é que a família é da pesada mesmo, não é à toa que eu até me senti mais à vontade...).

Fios brancos, mais pele no rosto, e a alegria que sempre esteve presente. Porque família é família pra sempre. Uns fazem lanche; outros fazem simulados na escola; outros cuidam de flores; outros jogam bola na beira da piscina e outros acampam (e foi nessa vibe qeu entrei).

Vi prima que não via há uns 14 anos... Hoje ela é mãe, professora de história e artes e um dia desses utilizou alguns dos meus 'zines' em sala de aula. Legal né? É claro que tem sempre aquela história: “nossa, como cresceu essa menina... Essa é a Giselle? Nossa, eu to ficando velho(a) mesmo...” Ah, mas eu também tive essa sensação quando vi os mais novos...

Mas enfim, revisto todos os familiares e depois de sentir o clima de velhice no ar, fui me aventurar em coisas inéditas na minha vida (há, eu gosto de falar isso, dá um ar de mistério... hohoho).

Primeiro, fui num show de rock lá no Porão do Alemão (a banda era uma cover do Guns), e ‘meu deus du céu’, era um ‘esfrega-esfrega’ danado, o local era até espaçoso, mas tava lotaaaaaaaaado, tipo a Excalibur aos domingos (eu acho...).

Depois de muita energia gasta, fui recuperá-la (só na ilusão) na estrada, a caminho de Presidente Figueiredo. Acampei por duas noites. Tomei banho de cachoeira, de igarapé, dormi em colchonete, tomei banho à noite, à luz de velas, debaixo de um céu estrelado lindo (que despejou um pé-d’água muito doido na primeira noite).

Por dois dias eu acordei me sentindo dentro de uma estufa, ao som de passarinhos e ‘zíperes’ (das barracas). Andei no mato, pisei na grama, levei ‘pisa’ de formiga e mosquito. Tive que aprender a escovar o dente em pé, sem se molhar. (Isso é ridículo, mas eu tava à procura de uma pia, ora bolas). Conheci pessoas novas (a maioria de São Paulo), experimentei bebidas e comidas novas também (ovo de coruja?).

Cantei Raul Seixas e Engenheiros do Hawai na estrada. Cantei Iron Maiden no acampamento (sim, tinha metaleiro lá). Conversei sobre música, profissão e vida. Tomei café pão, almocei pão e jantei pão. Brinquei de saber tocar violão, jogar dominó e aprendi o ‘Jogo do Bicho’ (Boto bebe?!).

Apareci na Aparecida. E na varanda de azulejo. Andei pelos corredores de arquitetura antiga e debaixo dum sol quente - e ponha quente nisso. Brinquei de tiro-ao-alvo em 'flyperama' Também fui pra show de reggae num almirante que dava pro rio de águas negras.

E eu acho tão bonito ver as pessoas revendo as outras. Visitei a antiga casa do meu pai, onde hoje moram uma tia, duas primas e o esposo e filho de uma delas. Numa das salas, lá em cima do armário, ainda havia alguns objetos do meu pai. E lá vai ele subir numa cadeira, pegar aquela pasta cheia de poeira e olhar o que ficou por tanto tempo guardado... Na casa das outras tias, o cheiro é de biscoito. Porque quem vai ou vem de Manaus precisa ir lá pegar uma lata de biscoito e me trazer. São os biscoitos da tia ‘Mazile’.

A conversa é estranha. A gente quer matar a saudade. Mas a gente nunca conviveu junto. A gente quer perguntar sobre a vida de cada um. Mas a gente não se conhece muito bem. Só que a gente sabe quem cada um é. E nós somos uma família. E é isso que importa.

E eu fico pensando: se um dia acontecer deu ir embora e voltar pra visitar a minha família no Acre? Acho que vai ser meio sem graça. Sei lá, eu só tenho uma tia e alguns tios com pouquíssimos filhos. Provavelmente, todos serão magros e caberão numa mesma sala. Isso só reforça a minha idéia de que nasci na época errada e que já deveria estar curtindo a minha terceira idade. Hunf.

Só uma coisa me fez infeliz: Eu, na minha correria ignorante, não peguei o número da minha grande amiga Becky, que mora lá... E então, não pude revê-la. E só eu sei o quanto isso é triste.

Mas, tirando isso, eu posso resumir: O melhor fim de semana no Amazonas! (Viu, primo Babu??!! O Melhor!).

Obs: Essa atualização tá meio desatualizada (eu sei), afinal, a viagem foi no início de setembro. Mas eu não iria sossegar enquanto nao escrevesse sobre ela. De qualquer forma, deixo aqui outros dois blogs (na tentativa de justificar a minha ausência nesse aqui)...
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7 comentários:

liberdade disse...

Ovo de coruja, nossa mãe, será bom?
Como é o jogo do bicho???
Nossa que lindo, eu sou de Manaus- Amazonas, vivi até 1994, quando minha avó ficou doente e então minha mãe voltou para cuidar dela. Eu amava andar pelos municípios do Amazonas, meu pai era bem louca pela floresta e aprendi a nadar pelos rios da terras que hoje são reservas.
Presidente Figueiredo não lembro era muito pequena quando fui, quero retornar e aproveitar para passar em São Gabriel da Cachoeira.
Parabéns pela oportunidade de olhar as coisas velhas de seu pai ouvindo as conversas antigas de uma familia distante do seu dia-a-dia.
Um cheiro

Talita Oliveira disse...

Ô Giselle, que relato bonito.É gostoso de ler.Consegui até sentir o cheirinho de café feito na hora (por mais que você não tenha citado isso no texto), o aroma dos biscoitos e a sensação de andar no mato.
beijo!

Um produto da mente disse...

Singelo. Adorei. Essa viagem deve ter sido uma puta recarga de energia né? Daquelas pra ficar "zerado"(a) de novo. rs.
Bj

Leandro disse...

E a��� Gisa!!!
Deve ter sido massa a viagem, ne?
S� pelas fotos ja d� pra perceber.


Satisfeita com o coment?
Kkkkkkk
Brincadeira
hehehehe
Bj�o

Anônimo disse...

tmbm ti adoro...
e fico feliz pela sua viagem e mais ainda de vc ter voltado
hehehehehe
espero q se for pra vc ir
q sempre volte
estari esperando,sempre..
kilrio

Pedro Ivo disse...

Nossa ovo de coruja!! eca..
é bom???
Como é esse jogo do bicho?? Depois tu ensinas???
Mais o que realmente conta é diversão em família, nada melhor!!!

Beijos Gisa..

Joseph Jr. disse...

Meeeu deus, viagenzinha boa hein!!

\o/