segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

As arrumações, o medo das necessidades futuras e os "as vezes": Tipo corrimão

Divagando entre receios e alguns desejos. O quarto aparenta mais arrumado do que o de costume. A vontade é quase enorme de escrever qualquer coisa sobre alguma coisa qualquer. Ainda não sei explicar a sistemática que uso para organizar livros na estante. Não é por temática, autor ou editora. É quase por tamanho. A preferência é deixar tudo misturado mesmo. Perceber de cara aquela variedade de estilos me deixa feliz. É óbvio que a monotonia e a repetição me cansam. Organizei as revistas em pastas diferenciadas. Descobri – entre outras coisas – cadernos e rascunhos do primeiro ano do segundo grau – principalmente os de química, que eram os mais organizados. E continuei guardando pra caso um dia precisar. Não queria temer as supostas necessidades futuras. Nada será meu pra sempre. Nem as minhas peças de roupa mais íntimas. Vida imbecil essa. Como a música do Pato Fu. Alguém aí gosta de Pato Fu? Eu acho meio sem graça. Insosso. Mas às vezes eu gosto de ouvir. Como agora. Quando me sinto assim, meio sem graça e insossa. Às vezes eu gosto do que não gosto e não gosto do que eu gosto. Às vezes, quase sempre, eu queria me livrar definitivamente do meu “às vezes”. É um termo fácil demais. Tipo corrimão.

3 comentários:

Veriana Ribeiro disse...

eu entendo. u.u sou parecida, as vezes gosto do que não gosto e vice-e-versa.

Tb n gosto de Patu Fu, nem sei o porquê, mas as vezes... Só as vezes...Eu tb tenho vontade de ouvir.


PS: Raquel mandou um beijo é um blog que eu conheci e me viciei. Tem nos meus links, é só procurar. Eu recomendo.

Braga disse...

Eu acho você bem temperadinha. Ao ponto. Nada de insossa. Al dente!
Beijo

Kaline Rossi disse...

Então se segura no ilusório corrimão!
=)