quarta-feira, 5 de março de 2008

Brinco sem par, relógio parado e Bianca aparece

Troquei a bateria do relógio. Quantos dias eu passei por ele e vi que estava parado e fingi não perceber nada? Amanheceu o dia e eu levantei decidida. Tirei a poeira e arrumei os ponteiros. Reloginho bonitinho, afinal.

Também arrumei o potinho de brincos. Definitivamente eu gosto mesmo de estrelas e corações, assim como gosto da sensação de me livrar das coisas velhas e ter mais espaços para as novas. Faz tempo, tirei o mural do quarto (a melhor coisa que fiz contra a nostalgia crônica). E então ganhei uma parede lisa, branca, onde o sol pode se apoiar tranquilo quando entrar pela janela.

Mas também gosto de saber que meus brinquedinhos estão ali em cima do guarda-roupa, bem conservados, para o dia que eu quiser voltar... Assim como as roupas do espetáculo de dança e até mesmo aquelas sapatilhas que eu nunca usei esperando o momento especial (é, eu também já caí nessa). Delas eu não tenho coragem de me desfazer para ter mais espaço para o novo. Deixo-as lá, intactas. Nunca viram palcos e nem luzes e flashes; de brilho, talvez só o dos meus olhos de quando eu abri o pacote...

Aliás, de novidade aqui, só mesmo Bianca. O relógio já parou novamente. A poeira já desceu outra vez sob as bonecas de porcelana. E o potinho já guarda mais e mais brincos velhos e sem pares (tem coisa mais triste do que brinco sem par? Não é à toa que, os desse tipo, são chamados de “solitária”. Mas esse nome me lembra alguma coisa nojenta que eu estudei no ensino médio, eca!). Mas a Bianca me chama, e já me faz sonhar além daquelas horas do relógio parado.

No som toca No Doubt. Mas nem sei se é isso mesmo porque eu escuto as músicas aqui achando que é uma coisa, mas aí vem alguém e se refere à canção como sendo de outro grupo e então eu percebo que, mais uma vez, baixei MP3 com nome errado. Mas eu não ligo não. Só quero ouvir e curtir um pouquinho.

Mas a Bianca me chama. Ela nem nasceu direito, mas já me faz raiva. Sei lá, perturba demais. Como se trouxesse em si umas cordas para eu atar nós. Bianca, se não sumir ou maneirar nas suas aparições, vai morrer antes mesmo de qualquer [outra] história.

6 comentários:

Leandro disse...

Ta fumando, é?

Kaline Rossi disse...

Adoro seres imaginários.
huehuehe

Cely Melo disse...

Quem é Bianca? Tu devaneia d+, mas é bom ver-te em devaneios...

Jannice Dantas disse...

A pergunta q não quer calar: Quem é Bianca? Música nova? Sobrinha? Ser alienígena ou imaginário? Conta...

Veriana Ribeiro disse...

essa bianca.... uma sapeca, não é?

Lucas disse...

faz sentido!