segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Hoje

Numa mão, um copo de café. Na outra, uma pasta preta com livros de direito e de autores que nunca vou aprender a pronunciar. A primeira frase é: "E aí meu?!", seguida de um convite para tomar café. Eu recusarei questionando: "Esqueceu que eu não tomo café?".

Isso é só pra manter o costume. Vou reparar no cabelo bagunçado, no sorriso discreto, na camisa de botão e nos pés... bem, quanto ao calçado eu realmente não sei. Mas se for allstar eu direi: "tu tá usando allstar!". E lembrarei da história da chefe ter pedido pra ele utilizar um sapato mais 'adequado'. Ficarei tranquila: "Continuamos os mesmos".

Ele perguntará que tipo de jornalista quero ser (como pode uma jornalista não tomar café?!) E eu direi que serei jornalista da nova geração... e iniciaremos uma discussão meio sem motivo.

E então, a gente vai combinar um almoço que vai demorar pelo menos um ano pra ser realizado. Isso é, se a gente conseguir decidir pelo menos se vamos fazer o 'programa de sempre' ou se fazemos algo novo.

Uma das minhas amizades mais antigas e que mais estão presentes no meu presente (embora seja ausente também). Deu pra entender? É meio que 'gostar pra caralho' e odiar ao mesmo tempo.

O fato é que hoje é dia de aniversário. Não vou ligar nem mandar e-mail. Será que o post vai comover? Será que assim eu ganho um comentário teu aqui?

4 comentários:

Aleta Dreves disse...

boa tentativa mas eu mandaria uma mensagem no celular também! para seu amigo(a)...

Carvalho. disse...

Teste.

Carvalho. disse...

Olha, Giselle, eu não costumo fazer isso, você bem sabe; mas, considerando o conteúdo estonteante do texto e a intimação violenta que ele me faz (de maneira até covarde, bicho), penso que é o caso, excepcionalíssimo, de eu escrever algumas palavras, que não vão conseguir dizer tudo, como sempre, mas que representam muita sinceramente.

Primeiro, é claro que o post comoveu, pô! Você esperava o quê? Se você quer mesmo saber, é óbvio que eu não me segurei...

Você também sabe da dificuldade (incontornável) que tenho para externar algumas coisas que me passam. Não é que faltem palavras. Não é isso, não. Posso te dizer com segurança que chego até a selecionar algumas, mensurando cuidadosamente. O problema é mesmo de falta de habilidade para o manuseio, desengonço, entende?

Deus sabe das inúmeras oportunidades em que, por alguma pouca bobagem, ou até mesmo por imaturidade da minha parte, eu deixei te dizer ou escrever algo. São momentos que passam e que realmente não voltam nunca mais, sabe? E isso me incomoda de um jeito que eu não conseguiria nem explicar, por mais que me esforçasse.

Às vezes, leio algum post aqui no blog e fico dias refletindo sobre alguma frase ou assunto. Sento ao computador e redijo e-mails enormes para te enviar. Tudo em vão, pois sempre acabo os deletando ou arquivando.


Também não preciso te falar da saudade sem tamanho que sinto do tempo em que podíamos conversar praticamente todos os dias. Poxa vida, que época boa da minha vida. Você sempre me ensinando algo novo, me contando alguma história interessante, sempre sorrindo (aquele sorriso misterioso que até hoje me causa espécie). E eu sempre absorto, tentando capturar um pouco da tua poesia, do teu humor. Caramba! Que tempo bom...

Você sempre me cobra aquela foto que nunca tiramos, mas as imagens daqueles momentos estão sempre tão vivas na minha memória que eu devo confessar que nunca senti necessidade disso, embora jamais tenha me manifestado nesse sentido.

Enfim, não vou mais me prolongar... E antes que esta mensagem também tenha o mesmo destino das outras que escrevi, gostaria apenas de dizer gostei muito do post, embora saiba que não o mereça.

Beijo.

PITTER LUCENA disse...

Querida Giselle, obrigado por linkar meu blog no seu. Vamos manter contato sempre. Grande abraço para você e para a Aleta também.